Archive | abril 2009

Reflexo da colaboração

“Eu trabalho com um grupo de pessoas muito dedicadas (…). Aprendi trabalhando com assistentes (…) [a estar] aberto a sugestões (…). Lembro que saí do estúdio e quando voltei, eles tinham colocado todos os objetos semelhantes invertidos (…) funcionou incrivelmente (…). Eu não ia ter essa ideia”. Vik Muniz

Depois de acompanhar essas  falas durante uma entrevista veiculada no Programa do Jô, da TV Globo, no feriado do dia 21, resolvi registrar aqui o nome desse artista plástico, responsável por uma mostra que começou esta semana no Masp, com 131 obras (em 200 imagens) de seus 20 anos de carreira.

Vik Muniz emprega diversas técnicas em suas obras e inusitados materiais, como pasta de amendoim, chocolate líquido, geléia de morango, doce de leite, catchup e até lixo. Dificilmente você ainda não tenha ouvido falar dele. Lembra-se da capa do CD dos Tribalistas? Pois bem, eis o autor. Mas esse não é nem o único nem o mais importante trabalho de sua carreira.

Desenvolvendo sua arte em um grande galpão no Rio de Janeiro, o artista plástico, com a ajuda de assistentes, fez várias “manobras” com sucatas que deram formas a algumas de suas obras. Fotografadas do alto de uma torre, a 20 metros do solo, é possível perceber a grandiosidade de sua criação. Em um momento de seu depoimento, (precisamente aos 6’01’’ – para quem quiser conferir, basta clicar aqui e selecionar o vídeo correspondente), ele reconhece a contribuição de sua equipe, que fez uma intervenção para dar uma noção do reflexo da figura de Narciso (Caravaggio) na água. Os trechos do depoimento que destaquei no início deste post estão nessa parte .

Reprodução parcial TV - obra de Vik Muniz

Exposição: Masp, Av. Paulista, 1.578, até 12/7/2009.

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Funcionário também é ‘público-alvo’

People Marketing

Em ocasiões distintas em minha carreira, tive duas passagens por instituições financeiras. Na primeira, ainda me recordo da atitude de um gerente comercial que concedeu a todos os funcionários sob sua gestão o direito a utilizar cheque especial, contrato de financiamento de compras e cartão de crédito, produtos vinculados ao risco de cada perfil do cliente-funcionário.

Em condições normais, nenhum dos colaboradores alcançaria status suficiente para ter acesso a esses produtos. Além de envolver a equipe com a demonstração de sua confiança, criando consciência e responsabilidade em todos nós, a atitude daquele gerente possibilitou que compreendêssemos melhor as vantagens e características daqueles produtos. Os resultados foram surpreendentes: a equipe tornou-se destaque por meses consecutivos em campanhas comerciais que incluíam outros escritórios do grupo e o nível de satisfação dos clientes aumentou significativamente, pois adquiriam produtos com todas as informações essenciais, evitando cancelamentos desnecessários. Compreender o que a empresa vende, para quem vende e por que vende, é um passo que leva ao sucesso do negócio.

Por outro lado, cinco anos depois, vivenciei em uma outra instituição financeira o oposto: depois de participar ativamente da elaboração de uma campanha para lançamento de um cartão de crédito, procurei, por conta própria, adquirir o produto para utilizá-lo e compreender, como cliente, o seu uso e vantagens para então aperfeiçoar o processo de comunicação e fornecer subsídios ao marketing. Minha proposta de adesão, que passou por análise de crédito na própria empresa, foi sumariamente negada. O motivo? “Como funcionário, você não é target para o produto”.

Susan Boyle: um concerto ‘desconsertante’

Recebi de uma grande amiga o link para um vídeo que já ganhou ‘milhões de acessos’ mundo afora… Aproveitando o que eu havia comentado no post  “Reter ou represar talentos”, considero Susan uma candidata a se tornar uma profissional de alto desempenho (vejam o vídeo, se é que ainda não o viram).

Susan Boyle no programa "Britain's got talent" 

Desempregada, símbolo da ‘antibeleza’, Susan teve seu talento represado até os 47 anos de idade, por preconceito ou por puro descaso de não ter sido “ouvida”. Diante de centenas de pessoas em um programa de TV – e agora para milhões delas em todo o mundo -, provando o que ela tem como talento realmente, quem mais poderá impedi-la de crescer?

Clique aqui para assistir.

Reproduzo trecho do diálogo apenas para ilustrar.

APRES.:  –  Qual é o sonho?
SUSAN:   – Estou tentando ser cantora profissional.
APRES. : – E por que não deu certo até agora?
SUSAN:  – Nunca me deram uma chance antes e espero que isso mude. 

Conclusão:
(reservado para seus comentários).

Desafio para relacionamentos

“Mais do que nunca, as organizações precisam planejar estrategicamente sua comunicação, para realizar efetivos relacionamentos” (Margarida M. K. Kunsch, 1986). Sempre atual, a autora lembra que o atendimento a novas demandas dependerá da capacitação e também da agressividade dos seus agentes, que são os profissionais de Relações Públicas. 

Devemos lembrar que a área de Comunicação Organizacional absorveu, ao longo dos anos, um elevado número de profissionais vindos de diferentes áreas de conhecimento. Independentemente de onde eles tenham vindo, é importante se evidenciar o valor que pode ser agregado às atividades da organização a partir da atuação desses profissionais. O desafio é que os relacionamentos sejam estabelecidos com os dirigentes organizacionais, de forma que compreendam como os negócios podem ser mais rentáveis com o trabalho de comunicação,  e também com as pessoas que participam dessa empresa e que, normalmente, têm muito a dizer.