Archive | julho 2009

Que distância uma empresa percorre?

Para reflexão: uma frase do consultor e jornalista Francisco Viana, autor de “A surdez das empresas: como ouvir a sociedade e evitar crises”, em entrevista à Revista Melhor Gestão de Pessoas (julho/2009):

“O maior patrimônio das empresas, há muito se sabe, são as pessoas. Elas são a alma das organizações, responsáveis diretas também por sua imagem e reputação. Nenhuma empresa vai muito longe sem ouvir e valorizar o público interno”.

Anúncios

Comunicação para melhor competitividade

Em 23 de setembro, quarta-feira, participarei do evento  “Estruturação, Implementação e Gestão de um Plano de Comunicação Interna com foco em custos, indicadores e mensuração de resultados”. O encontro é organizado pelo IIR Gestão Master do Informa Group, um provedor mundial de informação especializada e serviços para as comunidades acadêmica e científica, profissional e empresarial.

Abaixo, uma descrição do programa que apresentarei, com início às 14h30.

Tema:
“Endomarketing: desenvolvimento e importância estratégica para alcançar metas de qualidade e manter a empresa competitiva no mercado”

Objetivo:
Mostrar que as ações de marketing interno aplicadas à solução dos problemas de comunicação precisam ser planejadas, desenvolvidas e avaliadas de forma eficaz para produzir os resultados esperados.

Dinâmica:
Apresentação com alinhamento da parte teórica com os aspectos práticos, em que os participantes serão incentivados por meio de análise de casos.

Endomarketing® e Comunicação Interna
– Entenda os conceitos e sua relação com o ambiente corporativo
– Os fatores que distinguem o endomarketing da comunicação tradicional
– As pessoas, os processos e a qualidade de produtos e serviços

Conscientização
– Os valores e a visão da empresa são para valer
– A importância do envolvimento da alta direção no processo
– A fundamental participação das equipes de todos os setores da organização

A miopia na implantação do endomarketing
– Fluxos de comunicação excessivos e as redes formais e informais
– Se o engajamento existe, como manter a ordem em tempos turbulentos

Desenvolvimento
– As etapas do desenvolvimento do endomarketing
– Quem envolver e onde encontrar subsídios para um bom planejamento
– A continuidade do processo e o alinhamento com a Comunicação Interna

Retorno
– Como avaliar os resultados de uma campanha de endomarketing

Mais informações:
Data do evento: 23 e 24/9/2009, das 9h às 17h30
Site: http://www.informagroup.com.br/de04233

Se a regra não é clara…

Existem limites para o acesso à Internet nas empresas? Claro que sim. Regras são aplicáveis a qualquer ferramenta que a organização coloque à disposição de seus funcionários a fim de que cumpram o que está em seu contrato de trabalho.

É necessário observar, entretanto, que as regras, além de gerais, precisam ser específicas a um ou a outro grupo de funcionários. A tomar como exemplo uma área de Marketing. Como poderia uma equipe, hoje, buscar subsídios para parte de suas atividades, sem acesso livre à web? Do simples monitoramento da concorrência a estudos sobre a presença da marca em redes sociais, são diversos os motivos.

People Marketing

Poucas décadas atrás, todos sobreviviam sem o uso da Internet, mas é fato que os tempos são outros e as respostas para o mercado tendem a ser sempre mais rápidas. Regras são necessárias e precisam ser respeitadas, mas não devem ser as limitadoras das ações dos profissionais dentro das organizações. Cada área precisa manifestar – e até comprovar, se for o caso – por que é importante e necessário acessar determinados sites. Lamentavelmente, algumas empresas ainda utilizam sistemas antigos que apenas bloqueiam acessos por categorias inteiras, como esporte, diversão e bate-papo, entre outras. Basta uma palavra-chave estar dentro dessas categorias e lá vem o aviso de “acesso não permitido”.

Pretende-se, afinal, inibir o trabalhador no uso indevido das ferramentas ou evitar que desperdice seu tempo contratual? Para variar, as regras nem sempre são estabelecidas claramente e, por isso, a sua comunicação pode ser prejudicada. Funcionários não apertam só parafusos; eles sabem por que apertam parafusos. Em resumo, são pessoas. Por conseqüência, dotadas de inteligência. Ouvi-las sobre regras, já existentes ou a serem estabelecidas, pode contribuir no entendimento de seu trabalho, o que dá uma melhor oportunidade de aperfeiçoamento de toda a organização.

Equilíbrio
O estabelecimento de regras, para acesso à Internet ou com outros fins, jamais deve ficar restrito aos cuidados de uma única área. Empresas mais experientes organizam comitês, que são guardiães para essas regras, e revisam periodicamente os procedimentos. A participação de áreas, como Recursos Humanos, parceiras estratégicas de apoio aos negócios, é sempre fundamental para contribuir no apontamento de exageros ou mesmo advertir na falta de definições de regras específicas para grupos. Depois, para que não haja interpretações equivocadas, deve-se divulgar claramente por que para uns o nível de acesso é o avançado e para outros é o básico. A relação é sempre com a atividade de cada colaborador no contexto amplo de sua contribuição para os resultados da empresa.

Moonwalk corporativo

Andar para trás sem tirar o pé do chão

Investir em comunicação é algo extremamente saudável para as empresas. E, neste caso, não significa apenas fazer um aporte de recursos financeiros nessa área. Investir é também estimular a comunicação em toda a organização.

O conhecido passo “moonwak”, em que andar para trás sem tirar os pés do chão virou um grande sucesso há décadas, vale apenas para o mundo artístico.  ‘Moonwalk corporativo’ deve, urgentemente, ser substituído por mais ‘investment talk’. As empresas, sem dúvida, sobreviverão com mais diálogo.

A partir dele, aí sim, decide-se qual o investimento financeiro necessário.