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Oferta do dia

Em 2011, o número de reclamações sobre transações em sites de compras coletivas cresceu seis vezes em relação a 2010. Descontos e facilidades pela Internet, portanto, são atrativos que nem sempre terminam bem.

Hoje são mais de 1.500 sites de compras coletivas no país, o que certamente ajuda a “puxar” para cima o registro das insatisfações dos consumidores. Embora seja uma opção interessante como estratégia de promoção e vendas para muitas empresas – e, em contrapartida isso represente, a princípio, vantagens para o consumidor, é importante verificar antes de uma futura compra, em sites como o Reclame Aqui, se uma determinada oferta ou anunciante não vem sendo alvo desse número crescente de reclamações.

Muitas vezes, quem não honra o compromisso com o cliente é a empresa que anuncia a promoção, mas entendo que o site onde a oferta foi anunciada tem responsabilidade de ajudar o consumidor a resolver qualquer problema que possa surgir. Há uma reportagem exibida no Jornal da Globo sobre este tema. Para ver o resumo e assistir, clique aqui.

Capital social nas organizações

Está previsto para outubro, o lançamento do livro “Comunicação e Política: capital social, reconhecimento e deliberação pública” pela Summus Editorial. Tive a  honra de ser co-autor ao lado de grandes profissionais nesta obra que tem a organização de Heloiza Matos e Ângela Marques. O capítulo que desenvolvi para essa publicação tem como título “O capital social nas organizações e as interações comunicativas entre colaboradores e parceiros institucionais”.  Mais à frente, falarei sobre esse tema por aqui. Para quem se interessar em conhecer mais detalhes do livro, ler as primeiras páginas e ser avisado sobre a data do lançamento, é só clicar aqui.

O cara do ano

Reconhecimento facial das fotos inseridas no Facebook. Essa é uma das novidades que estará disponível, inicialmente, para usuários nos Estados Unidos. Na verdade, nem é algo tão novo, uma vez que em julho passado o Facebook já havia anunciado testes nesse sentido. De qualquer forma, cada vez mais busca-se melhorar a experiência do usuário, o que é sempre muito positivo.

Neste “mundão virtual”, vencerão aqueles que fizerem uso da tecnologia de forma inovadora. E que saibam comunicá-lo adequadamente. Não por acaso, Mark Zuckerberg foi eleito a “Pessoa do Ano 2010” pela revista Time.  De acordo com Lev Grossman, jornalista que redigiu o perfil de Zuckerberg para a publicação norte-americana, “ele foi premiado por conectar mais de 500 milhões de pessoas e mapear as relações entre elas; por ter criado um novo sistema de compartilhamento de informações e por ter mudado a forma como vivemos hoje”.

Considero puro exagero a primeira e a última justificativa de Grossman. Zuckerberg não conectou ninguém; apenas tornou possível que uma plataforma reunisse espontaneamente as pessoas interessadas nesse tipo de rede social. E deu certo. Tão certo que esta semana, a revista Forbes estimou a fortuna de Zuckerberg em US$ 6,9 bilhões. Também não foi Zuckerberg que mudou a forma como hoje vivemos. Um processo de mudança pode contemplar bem mais que 26 anos, idade atual da “Pessoa do Ano”. O próprio Facebook ainda nem completou sete anos de existência. No máximo, Zuckerberg contribuiu para dar continuidade a um processo iniciado muitas décadas atrás.

Mas o que tornou o Facebook um grande sucesso ao longo destes anos, todos já devem supor. Não foi propriamente a genialidade de seu criador. Arriscaria dizer que foi o trabalho em torno daquela marca ou uma boa comunicação sobre as facilidades e os atrativos dessa rede social, sobrepondo-se à percepção dos usuários a respeito de outras redes.  Falo de hipóteses. Seria, claro, necessário pesquisarmos desde o início da fundação do Facebook para encontrarmos as respostas corretas. Se você ainda acredita que isso pouco conta para justificar o atual sucesso da rede, é só prestar atenção na frequência de seus novos pedidos de conexão desde a estreia do filme  “A Rede Social” no Brasil. Nada é por acaso.

Semi-liberdade de escolha

Sob a afirmativa de ser o “primeiro jornal brasileiro a lançar um aplicativo para o Facebook”, a Folha de S. Paulo destaca em sua edição de 24/10/2010 que já faz uso de recursos de compartilhamento de notícias naquela rede social, integrados com a Folha.com.

O aplicativo, sem dúvida, é bastante amigável, pois permite configurar a disposição de notícias e informações que sejam do interesse do leitor. Por outro lado, melhor ainda seria se o conteúdo do próprio jornal estivesse disponível, ainda que parcialmente, para o usuário. Não entro no mérito do que representa “fechar conteúdo”, mas vale dizer que o compartilhamento de informações, a partir desse aplicativo, acaba por forçar o usuário a socializar somente as notícias que foram previamente definidas nesse espaço de conteúdo aberto. Quem sabe, no futuro, o usuário tenha uma liberdade maior de escolha.

Para conferir o link no Facebook, clique aqui. O aplicativo está disponível na aba ‘Folha.com’.

Comunicação Interna e Endomarketing

Conforme prometido, aqui está o arquivo da minha dissertação:

A relação entre Comunicação Interna e Endomarketing: reconfiguração das dinâmicas comunicacionais no contexto das organizações“.

Para baixar em PDF, clique aqui.

Campeãs do que mesmo?

Vez por outra acompanho pela imprensa os rankings das empresas mais reclamadas por consumidores. Recentemente um estudo da Fundação Procon (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) divulgou que aparelhos celulares foram campeões de queixas, tendo como origens defeitos de fabricação e não cumprimento de garantias do produto.

Dependendo da forma como o estudo é divulgado, os fabricantes passam a ficar expostos como “líderes do ranking de reclamações”. Mas não deveria haver alguma variável para condicioná-los a esse posto? Exemplo: se a marca A é a líder em reclamações, não deveríamos considerar a sua produção e capacidade de entregar produtos com margens de qualidade aceitáveis para competir com outros fabricantes? Em outras palavaras: adotando-se padrões similares de qualidade para produção, se o fabricante A produz e vende 10 milhões de equipamentos no mês, sua probabilidade de ter reclamações é infinitamente maior em relação ao fabricante B, que produziu e vendeu  500 mil unidades no mesmo período.

Caso o processo de qualidade na fabricação do produto da marca A seja muito superior ao do B, poderíamos considerar que a posição de liderança da marca A no ranking de reclamações é relativamente  justa, o que demonstra uma oportunidade para correções de processos internos de produção a fim de serem evitadas novas reclamações. Com a distância comparativa permitida por esta explicação, é o equivalente a um comerciante receber 500 cheques como forma de pagamento e um outro receber apenas 100 cheques. Após depositá-los, o primeiro comerciante teria uma probabilidade de ter devolvido mais cheques sem fundos que o segundo comerciante. Porém, se o primeiro adotar regras de “qualidade” do crédito recebido (checagem do perfil do emitente do cheque), ele assegura não haver devolução e, mesmo com um volume de cheques maior que o segundo comerciante, estará menos propenso a ter surpresas.

Produzir com qualidade é fundamental, mas afirmar que determinada marca é a “campeã de reclamações” deve ser interpretado com certo cuidado. Quem produz mais, está sempre mais exposto.

Atitudes lançadas em água corrente

Lamentável alguns vídeos que circulam pela Internet. Outro dia uma câmera flagrou uma senhora colocando um gato na lixeira. Agora há um vídeo em que uma garota supostamente lança seis filhotes de cachorro em um rio. Digo supostamente, pois prefiro acreditar que tamanha crueldade seja apenas resultado de uma simulação para ganhar audiência com esse vídeo, transformando-o assim em um novo viral.

De qualquer forma, é uma atitude condenável (ou ausência de atitude, como prefiram) tanto de quem lança ou simula lançar os filhotes quanto de quem gravou as imagens e as colocou no ar. Vale registrar que redes como Facebook e YouTube já removeram esses vídeos de suas plataformas, o que me parece, no mínimo, de bom senso. Outros sites, entretanto, ainda hospedam esse ato de crueldade, ainda que venha a ser identificado como uma farsa.

Tenho visto, como a maioria, o uso de redes sociais na Internet como algo positivo para a troca de conhecimentos e até para o apoio a campanhas de comunicação e marketing das organizações, mas é muito triste perceber o uso que algumas pessoas (são seres humanos mesmo?) destinam às redes. É só um registro. Jogar um gato em uma lixeira foi um flagrante de algo real, condenável, independentemente da força que a rede teve para divulgar tal ato. Esse “arremesso de filhotes” parece mais uma brincadeira – de extremo mau gosto, talvez com ‘trucagens’ de edição de imagens’-, mas verdadeiro ou falso, caberia uma punição severa a seus realizadores.

Galvao Birds, a farsa

Ocupando o primeiro posto mundial nos Trend Topics do Twitter, a expressão “CALA BOCA GALVAO” vem reinando absoluta desde a transmissão de abertura da Copa. O que era para ser apenas uma brincadeira, tomou uma proporção violenta. Aos que não compreendiam a língua portuguesa e questionavam do que se tratava essa expressão, recebiam como resposta que “galvao” era uma espécie de pássaro em extinção no Brasil e “cala boca” algo como “salve”. Enfim, acabou se tornando uma espécie de campanha para salvar uma suposta ave quase rara no Brasil, com direito até a criação de uma fictícia fundação e retweets que gerariam US$ 0,10 àquela instituição.

A história, cinco dias depois, ainda repercute pela rede e os mais “criativos” vêm divulgando que “CALA BOCA GALVAO” será tema de um videoclipe de Lady Gaga. Diz a “lenda”, que Ana Maria Braga, intitulada como “atriz” nessa brincadeira que se fortaleceu nas redes sociais, dançará no clipe, além de ser a embaixadora da fundação fictícia de proteção aos “GALVAOS BIRDS”. Hoje, no El País, além de outras publicações de destaque, a farsa está desvendada. Espero sinceramente que essa brincadeira não prejudique futuras campanhas, sérias, que tenham como propósito mobilizar os internautas para causas justas. Inevitavelmente seremos vistos, por enquanto, com descrédito.

Água, dona da vida

Neste Dia Mundial da Água lembrei da canção “Chega de Mágoa”, entoada por mais de 150 artistas brasileiros no projeto “Nordeste Já” (1985), uma espécie de “USA for Africa” tupiniquim. Se a seca no nordeste sempre foi um problema no país, a escassez da água no planeta assume uma proporção ainda maior. Em comum, as condições climáticas.

Preservar a água no planeta e pensar na logística de levá-la a lugares onde naturalmente  ela não chega continuarão sendo questões presentes em nossas agendas e das futuras gerações.

Massacre a macacos ou a uma marca?

No Jornal da Globo de terça, 16, uma reportagem me deixou bastante impressionado: a fim de promoverem um protesto na Tailândia clamando por eleições, manifestantes recolheram cerca de mil litros de sangue para, depois, jogá-los fora, nos portões do prédio do governo. Com tanta dificuldade para se conseguir doadores por aqui, esse protesto beirou o absurdo.

Em um contexto muito diferente que a iniciativa anterior, os ativistas do Greenpeace fizeram outro tipo de protesto para chamar a atenção do fabricante Nestlé, que adquire de fornecedores óleo de palma para a produção do chocolate Kit Kat. A mensagem, transmitida em um vídeo, lembra que a extração desse óleo prejudica a floresta tropical da Indonésia, onde a matéria-prima é retirada, e ameaça, por tabela, a sobrevivência dos orangotangos.   

O Greenpeace até mantém  no ar uma página de protestos contra a Nestlé. Acredito que a marca, que é muito respeitada, saberá responder à altura e buscar uma solução. Desconheço o histórico anterior, se houve primeiro um contato com a empresa a fim de notificá-los a respeito desse fato ou se, para variar, a empresa foi surpreendida pela repercussão desse caso, para então tomar as  providências.

O que sei é que a Nestlé sempre buscou demonstrar, por ações de comunicação e marketing, a sua preocupação com o meio ambiente. Um exemplo é a foto, ao lado, tirada, em 2008, no Zoológico de Lisboa. 

Reconheço a importância das ações do Greenpeace, mas cabe ainda ouvirmos a Nestlé que utiliza matéria-prima daquela região apontada como o problema pela ONG. No Brasil, não encontrei nenhuma referência no site da companhia.

O que deu no New York Times?

A partir de 2011, é praticamente certo que o New York Times irá cobrar pelo acesso parcial ao contéudo on line da publicação. A justificativa é baseada na queda de receita da publicidade em versões impressas. Alternativas foram estudadas antes de se adotar tal medida, porém, é sempre lamentável quando um conteúdo, de interesse público, se torna restrito para a população.

Esse episódio apenas confirma o que todos já sabem: não há mágica para manter um negócio funcionando o tempo todo, com a qualidade necessária, sem retorno financeiro. Isso é tão antigo quanto a própria citação “We can try to understand the New York Times’ effect on man” (Nós podemos tentar entender o efeito ‘NYT’ no homem) na música dos Bee Gees (Staying Alive). Por outro lado, para uma empresa permanecer viva, é preciso mais que recursos financeiros; é preciso olhar para pessoas e para o meio ambiente. Papo-cabeça?  Ha, ha, ha, ha, ha, staying alive, staying alive…

Retoca direito!

Ainda sou da opinião que celular precisa fazer e receber ligações como primeira funcionalidade. Photoshop para iPhone? Só se o usuário for postar uma foto em algum site pelo próprio celular e desejar retocá-la antes. Mas a pergunta é: há necessidade disso?

Usar Photoshop requer conhecimento profissional para que depois não aconteçam alguns desastres como os que são mostrados neste blog.

Nascido para ser selvagem

Postei ontem no Twitter uma referência ao caso de assédio moral ocorrido na LG Electronics, divulgado na segunda-feira, 8/2, no jornal O Estado de São Paulo, em que um executivo coreano, em atividade aqui no Brasil, teria dado um tapa nas costas de uma funcionária, além de insultá-la, entre outras acusações de assédio moral que pesavam sobre ele. No mesmo ‘tweet’, fiz menção a outro tapa, porém do comercial da LG em que um bebê, ao nascer, recebe uma leve palmada do médico, como é normal ocorrer. Tempos atrás, havia até postado esse comercial aqui no blog.

São situações diferentes, sem sombra de dúvidas. De um lado, apenas a genialidade de um filme publicitário, criativo e profissional. Do outro, a constatação de um episódio que está longe de ser exclusivo da LG, mas que demonstra o despreparo daquele executivo no respeito às pessoas e à própria cultura de nosso país. Aviso aos navegantes: meu tweet não teve objetivo de fazer piada com esse caso e nem este post tem como propósito explicá-lo. Acredito, entretanto, que as duas situações permitem um questionamento: até que ponto problemas sérios como esse, de assédio moral, fazem parte das informações que chegam aos profissionais de uma agência de publicidade ou a todos os funcionários, por exemplo?

Por mais que digam que é um questionamento tolo, eu seguramente me preocuparia em colocar esses parceiros ou fornecedores a par de problemas internos, evitando que o produto final, no caso, o filme publicitário, trouxesse algum símbolo a um fato tão lamentável como o comportamento daquele executivo (tapa). Vale lembrar que é difícil assegurar transparência na comunicação interna quando uma ou outra área prefere tratar, em sigilo, um assunto tão grave como assédio moral a fim de que o caso não alcance outras dimensões. Pura bobagem. O que não é conhecido por todos na rede formal de comunicação, mais cedo ou mais tarde cairá na rádio-corredor. E irá parar na imprensa, por consequência, porém com a devida apuração dos fatos como um trabalho jornalístico deve ser feito. E vai depois explicar isso para todos os colaboradores que aquele foi apenas um caso isolado.

Selvagem?
Não bastasse o símbolo de um tapa, o mesmo comercial traz também, como trilha, uma música que em livre tradução seria “Nascido para ser selvagem”. Coincidências ou não, parece até um recado para executivos de comportamento questionável como o daquele senhor. Certamente aposto no profissionalismo das pessoas e posso imaginar que este não foi o caso. Mas que intriga, intriga.  A forma de se fazer negócios, como todos sabem, não é a mesma nos quatro cantos do mundo. Assim como lidar com pessoas também requer conhecimentos que vão além da cultura do país de origem. Em resumo: não é no tapa, na agressão física, ou no constrangimento ou desrespeito às pessoas que uma organização cresce. Isso vale, evidentemente, para executivos brasileiros que atuam em outros países. No mínimo, falta ainda muito para que executivos ou demais gestores de diferentes culturas possam compreender, assimilar e agir de acordo com o que uma boa conduta e postura ética nos sugere.

Missão, visão e valores deixaram há muito de fazer parte de placas decorativas espalhadas pelos corredores das empresas. A filosofia empresarial, a forma de se pensar e questionar qual é a missão e o papel da organização no relacionamento com seus stakeholders, deveria fazer parte da agenda diária de todos nós. Compreendo que a LG Electronics, antes de tudo, é uma organização que procura exercer o que compete a uma empresa de seu porte, gerando milhares de postos de trabalho no Brasil, recolhendo seus impostos, oferecendo produtos com alta tecnologia, entre outros fatores, e se esforça para conquistar e manter a sua participação no mercado.

Não faço um julgamento da empresa nem uma defesa, mas evidencio, a partir do que nos sugeriu a reportagem do Estadão, a postura inadequada de pelo menos um de seus representantes em atividade no país, inabilitado a lidar com o fator humano. Nem por isso deixarei de reconhecer que existe, sim, competência dos profissionais que atuam por lá e um talento extra para conviver com situações absurdas como a que foi descrita.

E sem o seu trabalho…

Quase na virada do ano, um comentário infeliz do âncora Boris Casoy no Jornal da Band, em vazamento de áudio do telejornal, ofendeu a todos os trabalhadores que atuam como garis e, por tabela, os demais telespectadores. Lamentável que tenha sido assim, mesmo com o pedido de desculpas feito no dia seguinte, primeiro dia de 2010.

Não tem tanto tempo, um concurso para preenchimento de vagas de gari no Rio de Janeiro atraiu milhares de candidatos com as mais diversas formações e títulos, entre os quais mestres e doutores. Reconheça-se que uma oportunidade de trabalho, seja qual for, é uma forma digna para se ganhar o próprio sustento e contribuir para o desenvolvimento econômico de um país. Foram, aliás, 3.800 garis, no mesmo Rio de Janeiro que citei, que recolheram ontem o equivalente a 522 toneladas de lixo na orla e pistas da cidade, o que eleva a importância da categoria quando o assunto é também saúde pública.

Se essa função é  “a mais baixa da escala do trabalho”, como comentou Casoy, continua sendo um trabalho digno do mesmo jeito. Quem não se lembra do Renato Sorriso, no carnaval carioca? Isso me faz acreditar que toda categoria profissional é formada por pessoas que amam o que fazem e se sentem honradas por isso – e às vezes não. Dignidade não é algo que se aprende unicamente por educação na escola, mas na vida em família e em sociedade – e com a distinção que  só o ser humano é capaz de estabelecer entre o certo e o errado. Tal como acontece com a formação do caráter no respeito às pessoas.

Agradeço aos garis da reportagem do Jornal da Band pelos votos de um Feliz Ano Novo “com muito trabalho”. A vocês também, um novo ano de muitas realizações.

“E sem o seu trabalho… um homem não tem honra”: verso de “Guerreiro Menino”, de Gonzaguinha, interpretado por Fagner (clique na imagem para assistir ao vídeo no YouTube).

Animais não precisam ser maltratados

Se você chegar ao final do vídeo, vai pelo menos considerar que a natureza oferece alimentos bem mais saudáveis, sem a necessidade de que o homem sacrifique os animais. São comerciais da Peta (Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais).  Estou mais atento ao assunto depois de conhecer um pouco mais a respeito com uma colega de trabalho, a Ariane:

O que você vai ser quando crescer?

Nesta semana em que a empresa onde trabalho, uma fundação, virou notícia por desvio de verbas praticado por funcionários à época, entre 2006 e 2008, quero, como profissional de Comunicação e Marketing, evidenciar alguns fatos. Aproveito meu blog, que atualiza algumas outras redes das quais participo, para isso.

Não é novidade para ninguém que desenvolver um processo de comunicação transparente faz toda a diferença para uma organização. Trabalhar nesse sentido foi a condição que me levou a essa fundação, em 2006. Estou absolutamente seguro que uma área de Comunicação estruturada tem como propósito facilitar o diálogo entre diferentes públicos, dar visibilidade às atividades de uma empresa, contribuir na geração de negócios e estimular o aperfeiçoamento de processos internos. Em decorrência disso, fatos bons ou ruins vão sempre aparecer, naturalmente.

A ocorrência à qual me refiro, divulgada na imprensa nesta semana, inicialmente pela Folha de S. Paulo, foi baseada em uma ação civil pública protocolada recentemente pelo Ministério Público, após procedimentos internos adotados pela diretoria da fundação, que incluíram uma sindicância interna e o trabalho de duas auditorias externas para investigar o desvio de verbas, em um montante de 5,4 milhões de reais. O problema, identificado em 2008, início do biênio de uma nova gestão (2008-2009), passou a ser tratado automaticamente, com a atenção e as providências necessárias.

Que bom seria se notícias negativas não existissem, como essa que envolveu ex-funcionários; é o que todas as empresas desejam, pois consideram não ser bom para a sua imagem. Por outro lado, como no caso que relato, foi só uma demonstração de que uma fragilidade nunca deve ser ignorada e, sim, corrigida e eliminada. Nenhum processo tem condições de dar certo se a comunicação é falha. Melhorar a comunicação de uma empresa significa, entre outros fatores, reconhecer as suas falhas e eliminá-las, dando espaço a um novo capítulo em sua história. Gerir uma crise é também oportunidade de aprendizado, de reconhecer que ainda há muito por fazer.

Como mencionei, a notícia sobre o desvio se tornou pública a partir da divulgação iniciada pela Folha. E, neste caso, da forma como toda a imprensa deveria fazer. Fomos procurados e ouvidos. Dedicamos a atenção necessária, subsidiando o repórter com informações que tornassem à opinião pública mais claros os fatos relatados. Cumprimos o que era nosso dever.

A comunicação, como normalmente afirmo, é de responsabilidade de todos – e não deve ficar somente restrita a um grupo de profissionais dessa área. Ter profissionais para fazer a gestão da comunicação, entretanto, deveria ocorrer no nascimento de toda empresa. Instituições e empresas passaram a dar maior importância a esse fato em décadas mais recentes, pois antes davam apenas “relevância” à comunicação para cumprimento de seus objetivos, normalmente mercadológicos e bem menos institucionais.

Estou certo que, assim como os demais funcionários da instituição a que me refiro, temos nos esforçado para aperfeiçoar processos e procedimentos e afirmar que somos bastante profissionais e éticos em nossas relações. E é com base nesse mesmo profissionalismo e postura ética que escolheremos nossos caminhos e tomaremos importantes decisões em nossas vidas.

Se a regra não é clara…

Existem limites para o acesso à Internet nas empresas? Claro que sim. Regras são aplicáveis a qualquer ferramenta que a organização coloque à disposição de seus funcionários a fim de que cumpram o que está em seu contrato de trabalho.

É necessário observar, entretanto, que as regras, além de gerais, precisam ser específicas a um ou a outro grupo de funcionários. A tomar como exemplo uma área de Marketing. Como poderia uma equipe, hoje, buscar subsídios para parte de suas atividades, sem acesso livre à web? Do simples monitoramento da concorrência a estudos sobre a presença da marca em redes sociais, são diversos os motivos.

People Marketing

Poucas décadas atrás, todos sobreviviam sem o uso da Internet, mas é fato que os tempos são outros e as respostas para o mercado tendem a ser sempre mais rápidas. Regras são necessárias e precisam ser respeitadas, mas não devem ser as limitadoras das ações dos profissionais dentro das organizações. Cada área precisa manifestar – e até comprovar, se for o caso – por que é importante e necessário acessar determinados sites. Lamentavelmente, algumas empresas ainda utilizam sistemas antigos que apenas bloqueiam acessos por categorias inteiras, como esporte, diversão e bate-papo, entre outras. Basta uma palavra-chave estar dentro dessas categorias e lá vem o aviso de “acesso não permitido”.

Pretende-se, afinal, inibir o trabalhador no uso indevido das ferramentas ou evitar que desperdice seu tempo contratual? Para variar, as regras nem sempre são estabelecidas claramente e, por isso, a sua comunicação pode ser prejudicada. Funcionários não apertam só parafusos; eles sabem por que apertam parafusos. Em resumo, são pessoas. Por conseqüência, dotadas de inteligência. Ouvi-las sobre regras, já existentes ou a serem estabelecidas, pode contribuir no entendimento de seu trabalho, o que dá uma melhor oportunidade de aperfeiçoamento de toda a organização.

Equilíbrio
O estabelecimento de regras, para acesso à Internet ou com outros fins, jamais deve ficar restrito aos cuidados de uma única área. Empresas mais experientes organizam comitês, que são guardiães para essas regras, e revisam periodicamente os procedimentos. A participação de áreas, como Recursos Humanos, parceiras estratégicas de apoio aos negócios, é sempre fundamental para contribuir no apontamento de exageros ou mesmo advertir na falta de definições de regras específicas para grupos. Depois, para que não haja interpretações equivocadas, deve-se divulgar claramente por que para uns o nível de acesso é o avançado e para outros é o básico. A relação é sempre com a atividade de cada colaborador no contexto amplo de sua contribuição para os resultados da empresa.