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… não custa inventar uma nova canção

Aproveitando a entrada de setembro, véspera de feriado, para atualizar o template do blog.

Um milhão de consultoras

NaturaDestaque do jornal Valor Econômico desta quarta-feira: Natura está presente em mais de 50% dos lares brasileiros, em pesquisa que compreende junho de 2008 a junho de 2009. A força de vendas da empresa alcançou também um número para lá de significativo na semana passada: mais de 1 milhão de consultoras, sendo 85,1% atuantes no Brasil.

“O plano de alocar 8 mil consultoras, como a empresa chama suas vendedoras, e dar a elas a missão de recrutar e treinar mais mulheres trouxe crescimento”, revela a reportagem. De pessoas para pessoas… É assim que se cresce.

Para conferir a reportagem, clique aqui.

O que você vai ser quando crescer?

Nesta semana em que a empresa onde trabalho, uma fundação, virou notícia por desvio de verbas praticado por funcionários à época, entre 2006 e 2008, quero, como profissional de Comunicação e Marketing, evidenciar alguns fatos. Aproveito meu blog, que atualiza algumas outras redes das quais participo, para isso.

Não é novidade para ninguém que desenvolver um processo de comunicação transparente faz toda a diferença para uma organização. Trabalhar nesse sentido foi a condição que me levou a essa fundação, em 2006. Estou absolutamente seguro que uma área de Comunicação estruturada tem como propósito facilitar o diálogo entre diferentes públicos, dar visibilidade às atividades de uma empresa, contribuir na geração de negócios e estimular o aperfeiçoamento de processos internos. Em decorrência disso, fatos bons ou ruins vão sempre aparecer, naturalmente.

A ocorrência à qual me refiro, divulgada na imprensa nesta semana, inicialmente pela Folha de S. Paulo, foi baseada em uma ação civil pública protocolada recentemente pelo Ministério Público, após procedimentos internos adotados pela diretoria da fundação, que incluíram uma sindicância interna e o trabalho de duas auditorias externas para investigar o desvio de verbas, em um montante de 5,4 milhões de reais. O problema, identificado em 2008, início do biênio de uma nova gestão (2008-2009), passou a ser tratado automaticamente, com a atenção e as providências necessárias.

Que bom seria se notícias negativas não existissem, como essa que envolveu ex-funcionários; é o que todas as empresas desejam, pois consideram não ser bom para a sua imagem. Por outro lado, como no caso que relato, foi só uma demonstração de que uma fragilidade nunca deve ser ignorada e, sim, corrigida e eliminada. Nenhum processo tem condições de dar certo se a comunicação é falha. Melhorar a comunicação de uma empresa significa, entre outros fatores, reconhecer as suas falhas e eliminá-las, dando espaço a um novo capítulo em sua história. Gerir uma crise é também oportunidade de aprendizado, de reconhecer que ainda há muito por fazer.

Como mencionei, a notícia sobre o desvio se tornou pública a partir da divulgação iniciada pela Folha. E, neste caso, da forma como toda a imprensa deveria fazer. Fomos procurados e ouvidos. Dedicamos a atenção necessária, subsidiando o repórter com informações que tornassem à opinião pública mais claros os fatos relatados. Cumprimos o que era nosso dever.

A comunicação, como normalmente afirmo, é de responsabilidade de todos – e não deve ficar somente restrita a um grupo de profissionais dessa área. Ter profissionais para fazer a gestão da comunicação, entretanto, deveria ocorrer no nascimento de toda empresa. Instituições e empresas passaram a dar maior importância a esse fato em décadas mais recentes, pois antes davam apenas “relevância” à comunicação para cumprimento de seus objetivos, normalmente mercadológicos e bem menos institucionais.

Estou certo que, assim como os demais funcionários da instituição a que me refiro, temos nos esforçado para aperfeiçoar processos e procedimentos e afirmar que somos bastante profissionais e éticos em nossas relações. E é com base nesse mesmo profissionalismo e postura ética que escolheremos nossos caminhos e tomaremos importantes decisões em nossas vidas.

Blogs: exercício permanente

Blogs CPG

Os blogs listados abaixo foram produzidos por alunos do curso “Criação e Produção Gráfica” da Universidade Cidade de São Paulo, no módulo Cultura e Sociedade. A fase atual do projeto é a capital paulista retratada em cada blog com temática voltada à  sociedade e à cultura.

Além do Park
Baladas Eletrônicas
De Olho no Trânsito SP
Mercadão SP
Nordeste Sampa
Superação

Por falar em blogs, no dia 1º estive presente em um café da manhã relacionado a este tema também:

Café da manhã "Pão com Manteiga", na KlaumonForma, 1º/10/2009

Clique aqui para conhecer o registro.

Fidelidade existe?

Há alguns meses, discuti com um colega de trabalho se a fidelidade do cliente com uma empresa ou marca realmente existe. Foi uma longa discussão.  Lembro de haver comentado: “ofereça uma melhor vantagem a esse cliente e perceba se ele se mantém fiel àquela outra marca”. Possivelmente, ele terá uma relação momentânea com a marca que o seduziu, aceitará conhecê-la, mas não deverá, a princípio, deixar de ser cliente da primeira marca.

E para você, fidelidade à marca é algo real ou estamos falando apenas de um bom relacionamento com o cliente?

Quase real

Reprodução: Jornal da Globo, 20/8/2009

Na semana passada, uma das colunas do Jornal da Globo trouxe uma reportagem sobre a telepresença. Essa tecnologia, embora não seja tão recente, já é largamente usada em grandes corporações e transmite de diferentes pontos do mundo a “participação” de executivos em uma única sala, em simulação a uma espécie de videoconferência. O diferencial é a sensação quase real de que os participantes estão sentados à mesma mesa.

Nessa reportagem, há também outro enfoque para a holografia, apresentada como uma estrela da nova geração das tecnologias de comunicação. Dois executivos parecem até dividir o mesmo palco, presencialmente. Um interage por holografia, nos Estados Unidos, enquanto o outro está de fato presente no palco, porém na Índia. Tanto a telepresença quanto a holografia são importantes tecnologias  para apoiar a discussão de assuntos estratégicos ou encontros que estejam relacionados ao futuro das corporações e das pessoas. O fundamental, claro, é que os resultados sejam percebidos no mundo real.

Para conferir: http://migre.me/5I1j.

Se a regra não é clara…

Existem limites para o acesso à Internet nas empresas? Claro que sim. Regras são aplicáveis a qualquer ferramenta que a organização coloque à disposição de seus funcionários a fim de que cumpram o que está em seu contrato de trabalho.

É necessário observar, entretanto, que as regras, além de gerais, precisam ser específicas a um ou a outro grupo de funcionários. A tomar como exemplo uma área de Marketing. Como poderia uma equipe, hoje, buscar subsídios para parte de suas atividades, sem acesso livre à web? Do simples monitoramento da concorrência a estudos sobre a presença da marca em redes sociais, são diversos os motivos.

People Marketing

Poucas décadas atrás, todos sobreviviam sem o uso da Internet, mas é fato que os tempos são outros e as respostas para o mercado tendem a ser sempre mais rápidas. Regras são necessárias e precisam ser respeitadas, mas não devem ser as limitadoras das ações dos profissionais dentro das organizações. Cada área precisa manifestar – e até comprovar, se for o caso – por que é importante e necessário acessar determinados sites. Lamentavelmente, algumas empresas ainda utilizam sistemas antigos que apenas bloqueiam acessos por categorias inteiras, como esporte, diversão e bate-papo, entre outras. Basta uma palavra-chave estar dentro dessas categorias e lá vem o aviso de “acesso não permitido”.

Pretende-se, afinal, inibir o trabalhador no uso indevido das ferramentas ou evitar que desperdice seu tempo contratual? Para variar, as regras nem sempre são estabelecidas claramente e, por isso, a sua comunicação pode ser prejudicada. Funcionários não apertam só parafusos; eles sabem por que apertam parafusos. Em resumo, são pessoas. Por conseqüência, dotadas de inteligência. Ouvi-las sobre regras, já existentes ou a serem estabelecidas, pode contribuir no entendimento de seu trabalho, o que dá uma melhor oportunidade de aperfeiçoamento de toda a organização.

Equilíbrio
O estabelecimento de regras, para acesso à Internet ou com outros fins, jamais deve ficar restrito aos cuidados de uma única área. Empresas mais experientes organizam comitês, que são guardiães para essas regras, e revisam periodicamente os procedimentos. A participação de áreas, como Recursos Humanos, parceiras estratégicas de apoio aos negócios, é sempre fundamental para contribuir no apontamento de exageros ou mesmo advertir na falta de definições de regras específicas para grupos. Depois, para que não haja interpretações equivocadas, deve-se divulgar claramente por que para uns o nível de acesso é o avançado e para outros é o básico. A relação é sempre com a atividade de cada colaborador no contexto amplo de sua contribuição para os resultados da empresa.

Blog Corporativo

13º Congresso Anual de Comunicação Interna - IBC Informa Group - Blog Corporativo, c/ Luiz Santiago

Palestrei neste dia 24/6, quarta-feira, no 13º Congresso Anual de Comunicação Interna. Um superabraço a todos os que estiveram presentes e um agradecimento especial ao Vinicius Gouveia, que me acompanhou. A apresentação está disponível para os participantes a partir de login e senha enviados pela IBC, organizadora do evento. As referências a autores constam na própria tela do PPT. O arquivo é original, tal como foi utilizado no encontro.

Em posts anteriores, comentei sobre dois dos três livros que recomendei. O outro livro é o  “Blog Corporativo” do Fábio Cipriani (Novatec Editora), altamente recomendado para quem quer conhecer em profundidade este assunto. Em meu “Blogroll”, ao lado, tem o site do livro.

Caso alguém queira compartilhar alguma ideia a respeito da apresentação de hoje ou esclarecer alguma dúvida, é só dizer. O tempo de exposição, com sabemos, é sempre curto. O objetivo da palestra era contextualizar a importância do blog corporativo e redes sociais e permitir reflexões sobre o possível uso dessa ferramenta nas empresas.

Obrigado mais uma vez pela oportunidade.

Comunicação de Relacionamento

Treinamento para a equipe de Operações de Ensino - 2º dia (Fundação Vanzolini) 

Na semana que passou, tive a oportunidade de ministrar um treinamento para uma grande equipe que atua na área educacional. Foram  turmas distintas, em dias também diferentes, já que era necessário cumprirmos uma carga diária de 8 horas. Dei ao programa o nome de “Comunicação de Relacionamento” e, aqui, descrevo um pouco dessa experiência.

O treinamento buscava contemplar a comunicação e seu entendimento no mundo corporativo, incluindo discussões sobre a definição de uma mensagem em um sistema de comunicação, a influência exercida sobre nós quando não temos uma opinião formada a respeito de um determinado assunto, além do estímulo à prática na interpretação livre de textos. Também foi possível identificarmos a importância de uma comunicação assertiva e os papéis de alguns comunicadores. O relacionamento propriamente dito é o olhar que devemos ter para o nosso exercício de comunicação com as pessoas, tanto no campo pessoal quanto no profissional, além dos desafios do  “relacionar-se” a fatos, coisas ou situações. Uma empresa cresce quando as pessoas também crescem e participam.

Tive o privilégio de ter, nas três turmas presentes, pessoas altamente participativas, o que tornou o treinamento um encontro bastante dinâmico – e colaborou para o aperfeiçoamento do programa em turmas futuras. Importante destacar também a fundamental colaboração, em momentos distintos, dos profissionais de minha equipe com os quais tenho o orgulho de trabalhar no dia-a-dia, que compartilharam seus conhecimentos com cada grupo, da mesma forma que ocorreu com os profissionais de RH da empresa responsável pelo projeto.

A todos, meus mais sinceros agradecimentos.

Por dentro das redes sociais

 
Redes Sociais na Internet (Raquel Recuero)  

Muitos que me acompanham aqui no blog se interessam por este tema. Fica, então, a dica do livro Redes Sociais na Internet, escrito pela Raquel Recuero, professora e pesquisadora em redes sociais, comunidades virtuais e mídia social.

Reproduzo o link que ela divulgou no Twitter hoje, onde há uma versão completa em PDF (40MB): http://www.redessociais.net/. Considero muito sensata essa forma de compartilhar conhecimento em vez de se privilegiar única e excluisvamente os chamados “direitos autorais”. 

Por uma questão de comodidade, os interessados podem adquirir a versão impressa, se assim o desejarem, no mesmo link que informei.

Comunicação sempre dá liga

Núcleo Memória Empresarial - KlaumonForma

Este post é comemorativo por muitos motivos. Primeiro, porque tem como propósito registrar a marca, em 25 de junho próximo, de 60 edições do encontro de comunicação intitulado “Pão com Manteiga”, promovido regularmente pela equipe da KlaumonForma Comunicação. Trata-se, para os que não sabem, de uma agência com a qual tive a satisfação de trabalhar como parceiro por muitos anos.

Segundo, porque recebi um convite muito especial para estar presente nessa histórica edição de número 60, a ser realizada na sede da Aberje, em São Paulo. Digo especial porque vem da Claudia Cezaro Zanuso, João El Helou e Mônica Deliberato, sócios da agência e grandes amigos. Existe até um projeto deles a respeito de um livro comemorativo das 59 primeiras edições do “Pão com Manteiga” (ou 60, se assim preferirem) para o qual recebi também o simpático convite de escrever algumas linhas.

Outro motivo para comemorar é por saber do lançamento do Núcleo Memória Empresarial: “Ajuda a recuperar o passado, a organizar o presente e a planejar o futuro”, descreve o novo site. Sem dúvida, mais que celebrar uma data comemorativa nas empresas, esse novo serviço também contribui para promover alinhamentos estratégicos no ambiente corporativo. Afinal, não existe empresa sem história. E a história, como sabemos, é escrita pelas pessoas que ali trabalham. Creio que seja uma grande contribuição para que o resgate histórico corporativo seja também tratado adequadamente por profissionais de Comunicação e Marketing que se somam à competência dos demais profissionais de outras áreas.

Sucesso, portanto, aos amigos e aos profissinais envolvidos nesse novo projeto e  a todas as empresas que têm orgulho de contar e manter viva a sua história e a de seus colaboradores.

Reduzir sim, mas não cortar

 Revista Fecomércio RS - Bens & Serviços     A revista Fecomércio – Bens & Serviços publicou recentemente uma entrevista que concedi à Bianca Alighieri. Em tempos de crise, “Comunicar para vender”, título da matéria, ainda continua tendo forte sentido.“Reduzir [investimentos] é parte da revisão da estratégia. Cortar é ter certeza que não havia nenhuma estratégia de negócios, o que favorece o fortalecimento da empresa concorrente”, afirmo.

Para ler, clique aqui.

Nexo é o que lhe falta?

“Hoje tem muitas pessoas diferentes numa empresa fazendo marketing. A área financeira faz relação com o investidor, o RH faz relação com o público interno, a área de produção faz pesquisa, design e o Marketing acaba fazendo só publicidade”. A frase é de Walter Longo, mentor de Estratégia e Inovação do Grupo Newcomm e vice-presidente da Young & Rubicam no Brasil em entrevista ao Portal  Mundo do Marketing.

Longo acaba de lançar o livro “O Marketing na era do nexo” (Editora Best Seller), com Zé Luiz Tavares. Muito oportuna uma passagem nessa matéria que menciona a falta de nexo que alguns gestores de Marketing costumam ter, provavelmente, por falta de estabelecerem conexão entre as estratégias e as ações propostas em Comunicação e Marketing. Eu diria que um gestor de Marketing que não consegue “ler” a empresa pelas pessoas que ali trabalham e a relação com os objetivos estratégicos da organização em seu mercado, dificilmente conseguirá fazer uma conexão correta com o mundo externo.

Em tempo: a reportagem é assinada pelo Bruno Mello.

Open source, código aberto

Tux, o mascote do Linux

 

Falei no post anterior de colaboração on line e, aproveitando essa temática, vale lembrar que o sistema operacional Linux nada mais é do que o resultado de uma inteligente e bem-sucedida colaboração em rede. Na década de 90, o finlandês Linus Tolvards abriu, na Internet, o “código-fonte” do que viria a ser o Linux e programadores de software do mundo inteiro entraram neste processo colaborativo, aperfeiçoando o sistema.

Como utilizo o Windows XP e o problema que relatei anteriormente se deu em cima deste produto da Microsoft, confesso que tenho dúvidas se é um sistema realmente seguro na maior parte do tempo… Alguém pode compartilhar experiências com o Linux?

Sem vírus, sem crackers

Sobre o post anterior, segue uma relação identificada em um arquivo removido após uma auditoria em minha máquina. Se você tem conta em algum desses bancos ou em outros (eu só tinha no Itaú, mas o cardápio veio mais completo) ou usa o provedor Locaweb, cuidado com seus acessos, pois os crackers mudam de endereço com muita velocidade. O certo é que, por segurança, não acessei em momento nenhum minha conta durante esse tempo em que o problema não estava resolvido. Por fim, agradeço pela colaboração on line que recebi.

Relação dos sites direcionados a uma página fraudulenta

Hackers são pessoas do bem. Os crackers não.

Entre outros exercícios de reflexão, o Dia do Trabalho, na sexta-feira, me levou a pensar sobre a prática daqueles que utilizam a rede para “infernizar” a vida dos pobres usuários do chamado sistema Internet Banking. A ilustração deste post mostra a tela que recebi ao tentar usar o Bankline do Itaú, no feriado. Apenas apaguei os números de minha agência e conta nessa imagem, pois imagino que ninguém queira fazer um depósito a meu favor…

Tela fraudulenta do Bankline - Banco Itaú

Achei tão estranha e, ao mesmo tempo, tão real a tela, que fui logo tratando de olhar o verso do meu cartão eletrônico, seguindo uma das primeiras instruções. A numeração sugerida, entretanto, não constava do layout do cartão. Por serem seis dígitos, quantidade similar à senha do cartão, imaginei se tratar de uma fraude e não digitei nada. Recorri ao telefone do serviço SOS do Itaú, desconsiderando o número de telefone exibido na tela supostamente fraudulenta.

Constatei que o telefone ali informado era de fato o correto. Ao relatar à atendente do banco o que havia ocorrido, fui informado que se tratava de uma tela de “hacker” e, portanto, era uma fraude. Orientaram-me a passar antivírus e tudo mais. Considero o programa de informação sobre segurança e alerta de fraudes do Itaú realmente muito bom. De qualquer forma, tenho antivírus “versão turbo”, módulos de segurança atualizadíssimos e mesmo assim os fraudadores ainda tentaram, sem sucesso, me “pegar”. Hoje, sábado, a tela persiste. Precisarei recorrer a algum técnico que “limpe” os códigos maliciosos ou vírus de minha máquina. Antes disso, nada de acesso.

Aproveito este post para também lembrar que esse tipo de ação fraudulenta não é praticada por hackers, como me disse a atendente do banco, e sim por crackers. Hackers são pessoas do bem. Contribuem no aperfeiçoamento dos sistemas de segurança, decifram códigos e antecipam possíveis transtornos que um sistema falho poderia causar aos usuários.

Já os crackers são a galera do mal. São aqueles que quebram um sistema de segurança de forma ilegal, tal como fizeram na tela que mencionei, invadem computadores. Não vou entrar em detalhes aqui, pois a Internet tem muita informação a respeito. Mas tratem hackers com o devido respeito, considerando que são aqueles que fazem o bom uso do conhecimento para aperfeiçoar softwares. Já os crackers, esses precisariam ser identificados e banidos da rede, em definitivo.

Reflexo da colaboração

“Eu trabalho com um grupo de pessoas muito dedicadas (…). Aprendi trabalhando com assistentes (…) [a estar] aberto a sugestões (…). Lembro que saí do estúdio e quando voltei, eles tinham colocado todos os objetos semelhantes invertidos (…) funcionou incrivelmente (…). Eu não ia ter essa ideia”. Vik Muniz

Depois de acompanhar essas  falas durante uma entrevista veiculada no Programa do Jô, da TV Globo, no feriado do dia 21, resolvi registrar aqui o nome desse artista plástico, responsável por uma mostra que começou esta semana no Masp, com 131 obras (em 200 imagens) de seus 20 anos de carreira.

Vik Muniz emprega diversas técnicas em suas obras e inusitados materiais, como pasta de amendoim, chocolate líquido, geléia de morango, doce de leite, catchup e até lixo. Dificilmente você ainda não tenha ouvido falar dele. Lembra-se da capa do CD dos Tribalistas? Pois bem, eis o autor. Mas esse não é nem o único nem o mais importante trabalho de sua carreira.

Desenvolvendo sua arte em um grande galpão no Rio de Janeiro, o artista plástico, com a ajuda de assistentes, fez várias “manobras” com sucatas que deram formas a algumas de suas obras. Fotografadas do alto de uma torre, a 20 metros do solo, é possível perceber a grandiosidade de sua criação. Em um momento de seu depoimento, (precisamente aos 6’01’’ – para quem quiser conferir, basta clicar aqui e selecionar o vídeo correspondente), ele reconhece a contribuição de sua equipe, que fez uma intervenção para dar uma noção do reflexo da figura de Narciso (Caravaggio) na água. Os trechos do depoimento que destaquei no início deste post estão nessa parte .

Reprodução parcial TV - obra de Vik Muniz

Exposição: Masp, Av. Paulista, 1.578, até 12/7/2009.

Funcionário também é ‘público-alvo’

People Marketing

Em ocasiões distintas em minha carreira, tive duas passagens por instituições financeiras. Na primeira, ainda me recordo da atitude de um gerente comercial que concedeu a todos os funcionários sob sua gestão o direito a utilizar cheque especial, contrato de financiamento de compras e cartão de crédito, produtos vinculados ao risco de cada perfil do cliente-funcionário.

Em condições normais, nenhum dos colaboradores alcançaria status suficiente para ter acesso a esses produtos. Além de envolver a equipe com a demonstração de sua confiança, criando consciência e responsabilidade em todos nós, a atitude daquele gerente possibilitou que compreendêssemos melhor as vantagens e características daqueles produtos. Os resultados foram surpreendentes: a equipe tornou-se destaque por meses consecutivos em campanhas comerciais que incluíam outros escritórios do grupo e o nível de satisfação dos clientes aumentou significativamente, pois adquiriam produtos com todas as informações essenciais, evitando cancelamentos desnecessários. Compreender o que a empresa vende, para quem vende e por que vende, é um passo que leva ao sucesso do negócio.

Por outro lado, cinco anos depois, vivenciei em uma outra instituição financeira o oposto: depois de participar ativamente da elaboração de uma campanha para lançamento de um cartão de crédito, procurei, por conta própria, adquirir o produto para utilizá-lo e compreender, como cliente, o seu uso e vantagens para então aperfeiçoar o processo de comunicação e fornecer subsídios ao marketing. Minha proposta de adesão, que passou por análise de crédito na própria empresa, foi sumariamente negada. O motivo? “Como funcionário, você não é target para o produto”.

Susan Boyle: um concerto ‘desconsertante’

Recebi de uma grande amiga o link para um vídeo que já ganhou ‘milhões de acessos’ mundo afora… Aproveitando o que eu havia comentado no post  “Reter ou represar talentos”, considero Susan uma candidata a se tornar uma profissional de alto desempenho (vejam o vídeo, se é que ainda não o viram).

Susan Boyle no programa "Britain's got talent" 

Desempregada, símbolo da ‘antibeleza’, Susan teve seu talento represado até os 47 anos de idade, por preconceito ou por puro descaso de não ter sido “ouvida”. Diante de centenas de pessoas em um programa de TV – e agora para milhões delas em todo o mundo -, provando o que ela tem como talento realmente, quem mais poderá impedi-la de crescer?

Clique aqui para assistir.

Reproduzo trecho do diálogo apenas para ilustrar.

APRES.:  –  Qual é o sonho?
SUSAN:   – Estou tentando ser cantora profissional.
APRES. : – E por que não deu certo até agora?
SUSAN:  – Nunca me deram uma chance antes e espero que isso mude. 

Conclusão:
(reservado para seus comentários).

Desafio para relacionamentos

“Mais do que nunca, as organizações precisam planejar estrategicamente sua comunicação, para realizar efetivos relacionamentos” (Margarida M. K. Kunsch, 1986). Sempre atual, a autora lembra que o atendimento a novas demandas dependerá da capacitação e também da agressividade dos seus agentes, que são os profissionais de Relações Públicas. 

Devemos lembrar que a área de Comunicação Organizacional absorveu, ao longo dos anos, um elevado número de profissionais vindos de diferentes áreas de conhecimento. Independentemente de onde eles tenham vindo, é importante se evidenciar o valor que pode ser agregado às atividades da organização a partir da atuação desses profissionais. O desafio é que os relacionamentos sejam estabelecidos com os dirigentes organizacionais, de forma que compreendam como os negócios podem ser mais rentáveis com o trabalho de comunicação,  e também com as pessoas que participam dessa empresa e que, normalmente, têm muito a dizer.

Em junho

Informa Brazil - 13º Congresso de Comunicação Interna

Ia me esquecendo… Participarei no dia 24 de junho de 2009 como palestrante do 13º Congresso Anual de Comunicação Interna. Na oportunidade, falarei sobre blogs corporativos e da experiência da Fundação Vanzolini, instituição que representarei no encontro.

O evento é organizado pelo IBC Brasil (International Business Communications) e será realizado nos dias 23 e 24/6. No dia 25 haverá o seminário Pós-Conferência “Gestão da Comunicação Interna em Situações de Crise”.

Para mais informações, clique aqui.

Liderança: a arte de criar espaços

Revista ESPM (jan/fev.2009)

Liderança e gestão, sob diferentes enfoques, são destaques da primeira edição de 2009 da Revista da ESPM. Nessa publicação, Joana Castello Branco, da Gerdau, mestre em Comunicação Corporativa e Planejamento Estratégico, enfatiza em seu artigo que  “O líder de hoje é aquele que cria espaço para os outros, um espaço para gerar novas e diferentes ideias, aquele que junta departamentos e pessoas da organização para uma conversa importante e de resultado, um espaço onde pessoas são mais eficazes, ágeis e melhor preparadas para responder a complexos desafios”.

Concordo plenamente. Líderes de “ontem”  criavam espaço para eles mesmos – e muitas vezes barrando o crescimento de suas equipes. Criar espaços para as pessoas é uma forma mais que inteligente para que elas se desenvolvam. Em tempo: o artigo que mencionei tem como título “Liderança para criar e gerir conhecimento”. Recomendo a leitura.

Porcabilidade

porco

O termo deve ter soado estranho para você, mas é isso mesmo: porcabilidade. Para quem não reconheceu essa palavra, é o mesmo que se referir a um “serviço porco” ou “meia boca”. Não encontrei definição melhor e mais atual.

Neste blog, em que enalteço o trabalho colaborativo das pessoas e a qualidade do que oferecem dentro de uma organização, é preciso também dizer que, infelizmente, há um número (reduzido, ainda bem) de indivíduos que prezam pela porcabilidade. Normalmente são aqueles que comprometem todo um projeto ou as fases de um processo de trabalho pela ausência de competências mínimas que seriam esperadas desse profissional.

A porcabilidade, se não for extinta na raiz, pode trazer impactos a todos os níveis da organização, seja na entrega feita por quem a originou seja pela conivência de quem a percebeu e nada fez para impedi-la. O resultado, claro, é desastroso. Qualidade e prazo normalmente são os fatores mais sentidos pelo cliente final quando a porcabilidade impera no processo.

E você? Conhece alguma situação como essa para compartilhar conosco?

Reconsidere o seu real valor

Embora eu tivesse prometido não falar de trabalho neste carnaval, encontrar alguns antigos colegas de outras empresas nestes dias me fez mudar de ideia. Um dos comentários que ouvi era sobre a falta de reconhecimento no ambiente corporativo e como isso era prejudicial à carreira. Eu diria que, em primeiro lugar, é prejudicial ao profissional, pois, muitas vezes, ele acaba por esquecer qual a competência que a pessoa que o avalia tem para  julgá-lo e reconhecê-lo. A carreira é mais abrangente.

Diante desse assunto, que marcou este final de semana, aproveitei este momento de ‘folga’ para recuperar um texto que recebi, há três anos, durante uma disciplina que tive, chamada Fator Humano.  Em todas as buscas que fiz para encontrar o autor do texto, a resposta é “autor anônimo”. Enfim, se alguém souber a quem devo “creditar” a autoria é só dizer. O mesmo texto, acabo de me lembrar, entreguei a um profissional bastante competente que achava nunca ter tido o tal reconhecimento e a descoberta dele, após ler essa história, foi muito positiva. Espero que faça sentido para você também.

 

O anel 

Certo dia, um jovem aluno, muito desanimado e sentindo-se fracassado, procurou seu professor:

– Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O  professor sem olhá-lo, disse: – Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo, devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez depois. E fazendo uma pausa falou: – Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois talvez possa ajudar você a resolver o seu.

– Claro, professor, gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao garoto e disse: – Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas. Depois de oferecer a jóia a todos que passavam pelo mercado e abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor e assim podendo receber sua ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse: – Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel. Importante o que me disse meu jovem, contestou sorridente. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até ao joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse: – Diga ao seu professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel. – 58 MOEDAS DE OURO! Exclamou o jovem. – Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente… O jovem correu emocionado a casa do professor para contar o que ocorreu.

Senta, disse o professor e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse: – Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor? E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Todos nós somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.