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Descarte com consciência

Sem me tomar pelo discurso “eco-chato”, dias atrás reservei um tempo para reunir, em casa, aquilo que chamaríamos de lixo eletrônico. De computadores e monitores velhos, encostados, passando por secretárias eletrônicas, celulares, videocassetes e TVs, até mesmo uma máquina de lavar antiga, encontrei de tudo. No final, listei mais de 40 itens de eletro-eletrônicos que precisavam ser descartados. Confesso que pesou muito a tal consciência ambiental e como descartar tudo isso de uma forma responsável.

Usei inicialmente o site Descarte Certo para verificar se meu lixo eletrônico poderia ser recolhido. Grandes redes, como o Carrefour, utilizam esse serviço e oferecem a seus clientes o recolhimento de um equipamento usado na contrapartida de você adquirir um novo. Não era meu caso. Para a retirada de todo o material, o simulador do site me apontou uma conta para mais de R$ 1.500,00 (eu deveria pagar esse valor pelo serviço de retirada com a garantia do destino ambientalmente correto). Quanto vale o descarte de lixo eletrônico feito de forma correta? Talvez não haja preço, mas devo admitir que não estava nem um pouco disposto a pagar esse valor.

Nesta reportagem do Fantástico, vi que alguns fabricantes poderiam ter políticas para retirada de produtos eletro-eletrônicos visando um fim ecologicamente correto aos seus equipamentos. Pesquisei em alguns sites e confirmei que a Dell, HP e Itautec são empresas que trabalham nesse sentido. Entretanto, minha lista de mais de 40 itens não seria atendida rapidamente e nem teria a cobertura de todos os fabricantes. Alguém aí tem produtos comprados de fornecedores sem consciência ambiental? Pense melhor pois lá na frente o descarte é praticamente impossível.

Enfim, acabei por consultar a lista do Instituto GEA, citado no programa da Rede Globo, e identifiquei a Oxigênio, uma Oscip (organização civil de interesse público ) que atua na área de promoção do desenvolvimento social e educacional, como instituição que aceitaria doações de material de informática e até dos aparelhos que descrevi anteriormente. Há mais instituições que trabalham com o propósito de recondicionar equipamentos em suas oficinas educacionais ou promover o descarte correto daquilo que não pode ser aproveitado. No caso da Oxigênio, a experiência foi muito positiva. Eles retiraram todo o material em meu endereço, sem restrições.

Se você pensa em fazer doações de seus velhos equipamentos (eletro-eletrônicos, produtos de informática), valem algumas recomendações, com base na experiência que tive. Primeiro, tenha consciência que você destinará preferencialmente a essas instituições equipamentos ou produtos que possam ser consertados ou reaproveitados de alguma forma. Faça uma lista completa dos itens a serem doados. Se a quantidade for pequena (às vezes a retirada pode não compensar por não estar na rota de transporte da instituição), o que não falta é alguém na família ou vizinhança que queira também descartar materiais eletrônicos.

Agrupe os itens da lista em categorias: Informática, Telefonia, Eletrônicos, Eletrodomésticos, Outros (móveis, por exemplo). Identifique uma instituição, próxima ao endereço para recolhimento, e faça o contato. Encaminhe sua lista para avaliação, por e-mail, e confirme se eles retiram realmente tudo o que foi listado. O interesse por uma categoria apenas, como produtos de informática, poderá não resolver seu problema, pois, você precisará recorrer a mais de uma instituição para dar um destino certo a todo o material. Após localizar quem se interessa por sua doação, combine o horário de retirada, confirme o nome do responsável e como o transporte será feito (se morar em apartamento, avise antes). Claro, certifique-se sobre o destino que seu material terá, pois o objetivo é descartar de forma correta, sem prejuízos ao meio ambiente.

Uma última dica é: faça a sua lista antes de “reunir” os objetos em um único local para facilitar a retirada. Depois de um dia, você lembrará de outros itens que havia se esquecido e estavam em uma gaveta (celulares antigos), no armário (secretária eletrônica), na garagem (estabilizadores queimados)…

No mais, boa sorte!

Por água abaixo

Biodegradáveis… Faz tempo que não ouço falar a respeito. Um breve alerta para refletir sobre  hábitos e escolha de produtos e seus impactos para a vida aquática:

Escolha entre envelhecer e preservar

Mudanças climáticas já vêm ocorrendo há muito tempo. Para as ONGs Greenpeace e TckTckTck, o melhor a ser feito antes que seja tarde é chamar a atenção de líderes mundiais para  a importância do tema.

Foi por esse motivo que as duas organizações lançaram uma campanha no aeroporto de Copenhague que clama por ações mais concretas de dirigentes mundiais. A iniciativa acontece uma semana antes da  conferência sobre clima a ser realizada naquela cidade. Até Lula não foi poupado…

É mais simples do que parece

E por falar em sustentabilidade, há quem entenda que isso signifique altos investimentos. Pesquisa da Fortune 1000 mostra alguns mitos que impedem empresas de adotar práticas que contribuam para o meio ambiente e para seu próprio desenvolvimento.

Um bom resumo está nesta matéria da HSM. Também é parte das atividades de profissionais de Comunicação e Marketing ajudar na desmistificação desses pensamentos contraditórios às boas condutas em responsabilidade socioambiental.

Negócios responsáveis

Outro dia me perguntaram como era possível identificar a presença de responsabilidade socioambiental nas ações de uma empresa, que não fosse apenas pela visibilidade de seus projetos sociais. Recorri a um setor que considerei ser um bom exemplo para explicar: o setor financeiro. 

Um banco que tenha a cultura de responsabilidade socioambiental analisará a fundo os riscos possíveis na concessão de um financiamento para um novo negócio de seu cliente. Como parte de seus procedimentos internos, identificará se esse tipo de negócio – ou pedido de crédito para compra de equipamentos – não trará impactos ao meio ambiente. 

No Brasil, já temos, há tempos, instituições financeiras que aderiram aos Princípios do Equador e, assim, passaram a responder a um conjunto de práticas para a análise de riscos antes de concederem créditos a seus clientes. Se antes o lucro vinha primeiro, hoje a questão é outra: como esse lucro será obtido e de que forma.

Na ausência desses princípios, seria o equivalente a um banco conceder um empréstimo sem perguntar ao seu cliente em que  seriam aplicados aqueles recursos. Imagine descobrir-se, posteriormente, que o financiamento fora destinado à compra de motosserras para devastação de uma região de reserva ambiental. Além de ser um financiamento irresponsável, neste exemplo hipotético, a própria imagem da instituição estaria sob risco, uma vez que crimes ambientais estão sujeitos (ainda bem) à repercussão na imprensa.

Enfim, ser socialmente responsável é uma conduta nobre para uma empresa. E agir como tal, é mais ainda.

Sustentabilidade é possível

Simplesmente fantástico este vídeo de divulgação da nova ISO 26000 de Responsabilidade Social, uma certificação que será lançada em 2010. Em texto interpretado por crianças, em diversos idiomas, inclusive em português (aos 2’12”), esta é uma demonstração que o futuro do planeta precisa, sim, de empresas responsáveis, que prezem pelo respeito à vida humana e animal, valorizem o relacionamento com seus stakeholders e protejam o meio ambiente.