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Hora do café

Com o objetivo de incentivar as pessoas a adotarem canecas reutilizáveis evitando o uso dos copos de papel, a rede norte-americana Starbucks decidiu lançar a ação “The Big Picture – a green project”. “Uma pessoa pode salvar as árvores. Juntos podemos salvar as florestas”, lembra a campanha. 

Visitando o site da rede, fica claro que será concedido um desconto de 10 centavos de dólar por bebida a quem comparecer a uma loja Starbucks com uma “caneca de viagem reutilizável”. Na verdade, a promoção parece ser para quem comprar ou já tiver uma tumbler –  copo ou caneca de viagem reutilizável (recipiente térmico) -, um produto comercializado pela rede, com preços variando entre 8.95 e 19.95 dólares cada. No site brasileiro da Starbucks, isso está bem mais claro, pois a bebida, entre 15 e 30 de abril, será oferecida como cortesia para quem tiver ou comprar uma tumbler. Apenas para lembrar: os copos de papel utilizados pela rede já são feitos de material reciclável…

Em março, a ação gerou este vídeo em Nova York, em que podemos ver o desenho de uma “grande árvore”:

SMS ou SOS natureza?

O que você faria com muitos torpedos? A resposta, a ser dada pelo Twitter com a hashtag “#oquevcfaria”, garantirá o reflorestamento de 1 metro quadrado de mata nativa. Quem promete é a Vivo em parceria com o Instituto Ipê. A iniciativa, lançada em fevereiro, é interessante.

Depois vamos acompanhar o desenrolar dessa campanha, que termina em 27/3. O site é www.vivo.com.br/oquevcfaria.

Mudou o clima?

Tenho abordado em encontros do programa de Comunicação e Marketing a questão da responsabilidade socioambiental, o olhar para o desenvolvimento sustentável e a sua correlação com o marketing.

Quando contemplamos as necessidades de um cliente e seus desejos, somos capazes de oferecer a ele um produto ou serviço adequado, de forma que não causemos impactos ao meio ambiente? Utilizaremos recursos agora, os quais, nas dimensões possíveis, estarão disponíveis para gerações futuras? Qual fidelização passará a ser mais útil: a do cliente à nossa marca ou  a da marca ao meio ambiente?

A cada avanço, em intervalos de semanas, recebemos notícias de alguns desastres naturais. Há pouco tempo, foi em Portugal, na Ilha da Madeira; há dias, no Chile. Tempos atrás, no Brasil (Angra e São Luiz do Paraitinga), por chuvas, e no Haiti. Terremotos e enchentes parecem não dar trégua. Certamente deveremos pensar não só nos impactos das mudanças climáticas, mas em nosso papel como profissionais desta geração formando novas gerações.

Repensar negócios

Um tema sempre atual. O melhor é que faz parte de um dos programas que ministro atualmente em Comunicação e Marketing. O olhar para a sustentabilidade é também um exercício para os negócios da empresa.

Ideias gaseificadas

Pepsi Refresh Project é uma ação social da marca de refrigerantes que promete dar uma ajuda às comunidades carentes dos Estados Unidos. No ar desde o dia 13, a campanha vai envolver os próprios consumidores, os quais poderão colaborar com ideias e até com a implementação dessas iniciativas em diversas áreas como alimentação, artes e cultura, educação e saúde, entre outras.

Tomara que alguma outra marca proponha iniciativas semelhantes no Brasil para incentivar projetos nas comunidades que passam por “reconstrução” de seu espaço por tragédias como as que acompanhamos recentemente.

Iceberg?

Filme do Greenpeace. Rápido, inteligente e trágico.

Varejo sustentável

Roberta Cardoso, coordenadora técnica de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo/GVcev, fala nesta entrevista sobre os principais pontos do tema “sustentabilidade e estratégia no varejo”, abordados  durante encontro organizado pela Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), em Serra-ES. No site do GVcev, há mais informações sobre o setor varejista, bem como links para artigos e pesquisas.

Se fizer, faça para o bem

Luiz Carlos Cabrera, professor e headhunter, lembra em entrevista à HSM Management o que acredita ser o melhor conceito de desenvolvimento sustentável, criado em 1987 por Gro Harlem Bruntland, ex-ministra da Noruega: “Desenvolvimento sustentável é suprir as necessidades da geração presente sem afetar as habilidades das gerações futuras de suprir as suas”.

De pleno acordo. Em resumo, continua valendo a velha frase “se não for para ajudar, então não atrapalhe”.

Perto do fim?

Diz a profecia maia que o mundo acabará em 21/12/2012.  Se estou certo, outros já disseram que o fim do mundo estava anunciado para o ano 2000. No máximo, nesse caso, passamos perto do ‘bug do milênio’ e a ele sobrevivemos. Ficção ou não, o mistério sobre o mundo acabar tem movimentado milhões nos cinemas. Um dos exemplos foi a estreia, em novembro passado, de 2012, um filme com direção de Roland Emmerich.

Entre outros pontos interessantes, o enredo destaca o adiamento da comunicação à população sobre a catástrofe, já atestada por técnicos, por interesses políticos. A verdade, quando postergada, só tem mesmo que terminar em tragédia. Embora seja subliminar (será?), o filme sugere que o planeta todo está em crise e chegará ao fim com uma sucessão de tsunamis, mudanças climáticas e terremotos, entre outras tragédias. Seria um recado para os líderes mundiais que se encontram na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15), em Copenhague?

Comunicação para práticas sustentáveis

O Grupo Santander Brasil lançou na semana passada o Amigo de Valor, uma importante iniciativa que, como definido no programa, “facilita aos clientes, funcionários e fornecedores do Banco Real, do Banco Santander e das empresas que fazem parte do grupo o direcionamento de recursos financeiros aos Fundos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente”.

Também entrou no ar uma campanha do Banco Real, que, por intermédio de um personagem, o usuário é convidado a conhecer a importância de atitudes e práticas sustentáveis. O site da nova campanha está disponível neste link. Ao preencher um cadastro, é possível também fazer um curso on line sobre sustentabilidade.

Negócios responsáveis

Outro dia me perguntaram como era possível identificar a presença de responsabilidade socioambiental nas ações de uma empresa, que não fosse apenas pela visibilidade de seus projetos sociais. Recorri a um setor que considerei ser um bom exemplo para explicar: o setor financeiro. 

Um banco que tenha a cultura de responsabilidade socioambiental analisará a fundo os riscos possíveis na concessão de um financiamento para um novo negócio de seu cliente. Como parte de seus procedimentos internos, identificará se esse tipo de negócio – ou pedido de crédito para compra de equipamentos – não trará impactos ao meio ambiente. 

No Brasil, já temos, há tempos, instituições financeiras que aderiram aos Princípios do Equador e, assim, passaram a responder a um conjunto de práticas para a análise de riscos antes de concederem créditos a seus clientes. Se antes o lucro vinha primeiro, hoje a questão é outra: como esse lucro será obtido e de que forma.

Na ausência desses princípios, seria o equivalente a um banco conceder um empréstimo sem perguntar ao seu cliente em que  seriam aplicados aqueles recursos. Imagine descobrir-se, posteriormente, que o financiamento fora destinado à compra de motosserras para devastação de uma região de reserva ambiental. Além de ser um financiamento irresponsável, neste exemplo hipotético, a própria imagem da instituição estaria sob risco, uma vez que crimes ambientais estão sujeitos (ainda bem) à repercussão na imprensa.

Enfim, ser socialmente responsável é uma conduta nobre para uma empresa. E agir como tal, é mais ainda.

Sustentabilidade é possível

Simplesmente fantástico este vídeo de divulgação da nova ISO 26000 de Responsabilidade Social, uma certificação que será lançada em 2010. Em texto interpretado por crianças, em diversos idiomas, inclusive em português (aos 2’12”), esta é uma demonstração que o futuro do planeta precisa, sim, de empresas responsáveis, que prezem pelo respeito à vida humana e animal, valorizem o relacionamento com seus stakeholders e protejam o meio ambiente.

Brinde ao meio ambiente

Com iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e de Bebidas não Alcoólicas (Abir), foi apresentado no mês passado, em São Paulo, um projeto de diagnóstico sobre aquele setor e seu impacto no meio ambiente. A ação aconteceu durante um seminário promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre sustentabilidade.

O estudo proposto pela Abir inclui a análise de informações, que deve considerar o uso de água e energia, geração de CO2, resíduos sólidos e de embalagens (coleta, processamento, reciclagem) e marketing ambiental. É sempre uma boa notícia, pois demonstra que a preocupação sobre sustentabilidade também está presente nos mais diversos setores de economia. Não basta explorar um mercado; é preciso agir com responsabilidade sobre ele.

Qual caminho escolher?

Um rápido registro para reflexão, escrito há 10 anos:

“Há somente uma alternativa à sustentabilidade:
a insustentabilidade”
 

(Hartmut Bossel, professor da University of Kassel, Alemanha).

Comunicação em tempos de crise

Mundo do Marketing

Havia comentado em post anterior a respeito de um artigo que preparei sobre o investimento em comunicação em tempos de crise como parte do caminho para a sustentabilidade.

Para ler, é só clicar aqui ou acessar www.mundodomarketing.com.br.

Um novo ano de muita paz, saúde e sucesso

Este é meu último post este ano.  Sei que o blog nem bem entrou no ar, mas foi muito importante dar início a este projeto ainda em 2008 do que deixá-lo como uma “promessa de ano novo”. Etapa vencida. Meu próximo grande desafio será correr uma São Silvestre inteira… mas ainda levará um bom tempo, além de muito treino e preparo! A meu favor, tenho apenas a correria diária, ao lado de outros campeões com os quais trabalho.

Quero, assim, agradecer a todos que conheço por mais um ano de convivência, troca de conhecimentos e, sobretudo, pelo constante incentivo ao trabalho. Aos leitores de passagem, um obrigado especial. Reconfigurei o campo de ‘comentários’ para que vocês deixem suas mensagens sem a necessidade de ter um cadastro no WordPress.  Caso mensagens ‘automáticas’ invadam este blog, terei de modificar o campo de moderação, mas apenas com o propósito de manter esta página em boas condições de leitura.

Por falar em leitura, finalizei há pouco um artigo que descreve a necessidade de investimentos em comunicação, mesmo em tempos de crise, como parte do caminho para a sustentabilidade.  Em breve, compartilho com vocês. Como o ano que se inicia será um ano bastante difícil, destaco nesse texto os cuidados que se deve ter com a redução de investimentos ou corte de custos. Afinal, empresas sérias assumiram antes da crise um compromisso socialmente responsável com a sociedade e devem sempre ter isso em seus planos.

Enfim, desejo um ano de paz, saúde e sucesso para todos os profissionais de Marketing e Comunicação, incluindo aquelas pessoas que colaboram com as atividades desenvolvidas por esse grupo.

O ano de 2009 já bate à porta. Então, um Feliz Ano Novo!